"Efeito Matilda" e o silenciamento das mulheres


Matilda Joslyn Gage, autora do ensaio "Woman as an inventor", de 1883, viveu no século XIX e discutiu a falta de créditos dado às mulheres pelos seus trabalhos, principalmente na ciência. Por conta disso, em 1993, a historiadora Margaret Rossier criou a expressão "Efeito Matilda" para falar sobre este silenciamento da autoria de trabalhos quando são feitos por mulheres. Para exemplificar, inseri no carrossel alguns casos. Em muitos deles, foram obras feitas em equipe mistas e mesmo assim foram atribuídas apenas ao homens integrantes do grupo.


Decidi falar sobre isto no Dia Internacional da Mulher, porque ainda falta muita representatividade feminina em diversos espaços, é preciso discutir igualdade salarial, afinal segundo pesquisa feita pela economista Laísa Rachter, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), as mulheres ganham 19% menos que homens e quanto mais alto o cargo, maior a diferença, chegando a 30% e se for falar sobre mulheres negras a disparidade é ainda maior. Na pandemia, o Brasil registrou um feminicídio a cada 6 horas. Foram 1350 casos de feminicídio em 2020, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


E recentemente, houve o episódio no qual o estudante de Psicologia João Marques (que eu confesso que nem conhecia), que escrevia sobre masculinidade, plagiou dados e informações de uma pesquisa sobre grupos masculinos de WhatsApp no Brasil feito pela professora de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Valeska Zanello, que possui menos da metade de seguidores que ele.


Diante destes fatos, não quero desanimá-las. Não é pra desistirmos, mas para aproveitar esta data para refletirmos e buscarmos ocupar os nossos espaços, então Feliz Dia da Mulher! 💚

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